Off On

#Sqn!

É o que muitos tem falado!

Falam, simplesmente pelo fato de que o mercado de investimento, por uma circunstância econômica, que pode ou não ser transitória, resolveu realinhar os faróis para melhor enxergar onde colocar o seu dinheiro.
Entretanto, isso não significa o fim de nada. Muito pelo contrário!
É que os investimentos há alguns meses não eram tão atrativos quantos se tornaram de um tempo para cá. Ou seja, investidor analisar custo e oportunidade e quanto os modelos convencionais de investimentos acabam pagando mais, com menos riscos, os investimentos em Startups se tornam mais difíceis de serem conquistados, mas isso, definitivamente, não significa o fim de nada.

O Cash Burn perdeu espaço para o Break Even, pois aos olhos de investidores, a depender da maturidade da empresa e a sua fase de desenvolvimento, o EIBTDA também fará parte das analises de valuation e investimento.
Sou do time da Old School, onde em 2009 eu mesmo fiz minha própria comunidade no Facebook e até hoje existem mais de 23 mil usuários, sem qualquer mágica ou impulsionamento (Veja aqui). Tive meu próprio e-commerce com a infracomerce em 2012 e daí para frente vários aprendizados, enfim, sou empreendedor raiz, em todos os seus termos e talvez por isso a minha visão como advogado seja tão diferente da maioria dos meus colegas de profissão! #jobtobedone

Toquei neste assunto, apenas para relembrar que empreender na prática é bem diferente do que está nos livros e na teoria e por isso, acredito que a minha opinião nunca refletirá uma verdade absoluta e nem tem cunho pessoal, mas é uma opinião que deve ser considerada e abre um grande espaço para opiniões. O debate é importante!

A racionalização com os investimentos, não significa o fim das empresas ágeis e transformadoras, já que a falta de dinheiro nunca irá limitar o desenvolvimento do homem no seu ambiente, embora reconheça que o dinheiro ficou mais caro e para tirá-los das mãos dos investidores dará mais trabalho, além do que a mordida das cotas ou ações das empresas ficou bem maior, inversamente proporcional ao risco, como sempre.

Ainda há bastante recurso disponível no mercado!
Ainda existem muitas oportunidades a serem buscadas!
O que mudou é que os investidores estão mais exigentes e na medida que o sarrafo sobe, ele segrega os amadores dos profissionais e aqueles que não estão preparados a defenderem a sua tese de investimentos para tubarões famintos, serão apenas uma sardinha e não é este tipo de peixe assim que alimenta a fome deles.

Outro fato importante é que empresas quando investidas precisam apresentar um plano de gastos para o desenvolvimento de uma estratégia que precisa ser executada e o resultado disso tudo importa. Por isso, na medida que os cenários anteriormente considerados, vão sofrendo alterações, é compreensível que ajustes sejam realizados, isso se chama adaptação e com ela alguns sacrifícios precisam ser realizados, perdendo espaço para a vaidade. A sobrevivência do negócio é a consequente satisfação dos seus stakeholders, sempre estará acima do Shareholders.

Observa-se também que o Sarrafo sobe nas empresas que mantêm suas operações, desligaram colaboradores aplicando seus filtros para manter consigo os “melhores” e mais relevantes.

Isso não quer dizer que os desligados são profissionais ruins, mas é óbvio que quando ocorre um desligamento em massa de uma grande parte dos funcionários, as empresas preferem manter consigo aqueles que conseguem entregar os melhores resultados e aí, aqueles que estão mais ligados ao universo da abstração do que o da execução, certamente perderão a vez, em situações semelhantes, de manter-se colaborando para o fomento da economia do mundo, seja desenvolvendo soluções que gerarão empregos, seja ocupando uma vaga de trabalho, gerando tributos e aumentando o consumo.

E o mercado, como fica?

E aí, percebam que o mercado de emprego dentro das empresas que estão se reorganizando se torna cada vez mais difícil de entrar, enquanto o mercado das empresas que estão crescendo se torna um grande atrativo a estes profissionais recém colocados no mercado, que já possuem a mentalidade de crescimento e entregas que tragam resultados e percebem que nuvem negras poderão voltar a pairar sob suas cabeças e, assim como um bom investidor, é melhor manter o certo com risco baixo, do que mirar na lua com risco elevado. Contudo, numa relação oferta sob demanda, é compreensível que os salários alavancados com a pandemia e a propagação do trabalho remoto, sofram retrações, já que austeridade e racionalização de custo, parece que será uma premissa de todas as empresas do país daqui pra frente, ante uma recessão que está por vir, na ressaca do pós anos eleitorais.

Enxergar oportunidades onde outros apenas enxergam crise. Isso é empreender! E empreender não é apenas ter um negócio. Você é o empreendedor de sua própria vida. Seus filhos são seus maiores fãs e a sua família, a sua comunidade e tudo se repete na sua rotina. Por exemplo:

  • Fazer uma surpresa a sua namorada, é experiência do cliente.
  • Convencer seus filhos a um acampamento roots, é lidar com investidores da sua ideia.

O mesmo é se você quer construir uma carreira profissional, um negócio de sucesso, compreender os cenários e entender os caminhos a serem seguidos, mas sem perder a sua essência de relacionar custo e oportunidade, com o risco de dar certo ou não, é fundamental para que continuemos nos tornando melhores cada dia, pois aquilo que transborda de dentro reverbera para o mundo e isso, nem investidor nem crise alguma será capaz de tirar de nós e nem do que transforma nossos negócios.

Adaptação é a única capacidade inerente ao homem. Ela não pode ser replicada por algoritmos, pois, não há como prever o que ocorrerá e qual adaptação aplicar. Isso é VIDA!

Como seres humanos temos que continuar nos adaptando e se o recurso está mais difícil de conseguir, não tem problema para os que são bons naquilo que fazem e acreditam no seu potencial e assim, ideias continuam saindo do papel, negócios continuam alcançando os seus objetivos e investidores continuam acreditando nos seus sentimentos financeiramente comprovados, mas não podemos deixar que o egocentrismo e nem a vaidades nos tire a chance das oportunidades verdadeiras, pois abstrações não cabem mais no mercado.

– Carlos Pinto
Advogado Tributário, especializado em negócios. Diretor do IBPT. Empreendedor Raiz. Co-founder Empresômetro. Founder Carlos Pinto Advocacia Estratégica. Fouder Startups.

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