No InfoMoney, o maior portal de investimentos pessoais e educação financeira do Brasil, um estudo conduzido por Carlos Pinto revela que mais de 70% das empresas do Simples não atuam diretamente com o consumidor final e correm o risco de perder relevância no mercado empresarial.
A proposta de simplificação fiscal com a Reforma Tributária traz avanços importantes, mas acende um alerta para milhões de empresas optantes do Simples Nacional, especialmente aquelas que atuam no modelo B2B (business to business).
Um estudo inédito conduzido pelo advogado tributarista Carlos Pinto, diretor do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), publicado pelo InfoMoney, mostra que mais de 70% das empresas do Simples não vendem ao consumidor final. O dado revela uma fragilidade estrutural: com as mudanças previstas para 2026, essas empresas podem se tornar menos atrativas na cadeia de fornecimento.
Segundo o levantamento, a proposta de implementação do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que privilegia a não cumulatividade e a recuperação de créditos, pode ampliar as desvantagens competitivas dessas empresas frente a fornecedores de outros regimes tributários.
Na prática, ao gerar menos créditos tributários para os compradores, as empresas do Simples Nacional tendem a se tornar menos atrativas para negócios entre empresas, correndo o risco de perder espaço em mercados cada vez mais exigentes.
Com a implantação do IVA Dual (CBS + IBS), a não cumulatividade plena se tornará o padrão. Isso significa que os créditos tributários deixarão de ser calculados com base em alíquotas fixas (como os 9,25% de PIS e Cofins atualmente usados) e passarão a ser proporcionais ao valor efetivamente pago pelo fornecedor.
Carlos Pinto explica:
“Com a reforma, o crédito será equivalente ao imposto efetivamente pago. As empresas do Simples, no modelo atual, não geram crédito suficiente para compensar os 28% que as empresas do Lucro Real ou Presumido irão pagar.”
Ou seja, empresas que compram de optantes do Simples deixarão de aproveitar créditos integrais, o que pode gerar uma migração natural da demanda para fornecedores que geram créditos mais vantajosos mesmo que com preços mais altos.
O risco de invisibilidade no B2B
O estudo alerta que, com essa nova lógica tributária, empresas do Simples Nacional podem ser silenciosamente excluídas da cadeia de fornecimento de grandes empresas. O impacto atinge em cheio o mercado B2B, que é altamente sensível à eficiência fiscal.
Empresas de médio e grande porte que operam no Lucro Real ou Presumido terão incentivo fiscal direto para comprar apenas de fornecedores que gerem crédito integral o que coloca os optantes do Simples em desvantagem.
O Simples Nacional não será extinto, mas sua relevância no ambiente B2B pode diminuir drasticamente se não houver ajustes no modelo atual ou medidas compensatórias por parte do governo.
A análise de Carlos Pinto evidencia que o momento de adaptação é agora, e não em 2026. Empresas que atuam no fornecimento para outras empresas precisam avaliar seu posicionamento fiscal e operacional imediatamente para não perder espaço de forma invisível mas irreversível.
Carlos Pinto reforça que a proposta da Reforma não precisa ser um obstáculo definitivo, mas sim um chamado à revisão estratégica. Segundo ele, será necessário:
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Reavaliar o modelo tributário da empresa (Simples, Presumido ou Real)
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Estudar a possibilidade de recolher CBS e IBS “por fora”, mesmo permanecendo no Simples
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Redesenhar o posicionamento de mercado, explorando mais o B2C ou nichos específicos
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Realizar um planejamento tributário individualizado antes de 2026
Leia a análise completa: https://www.infomoney.com.br/business/reforma-tributaria-expoe-fragilidades-do-simples-nacional-no-modelo-b2b-diz-estudo/
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